Módulo 2

Apropriando-se da Matemática Pela Brincadeira


Sabemos que cada aluno constrói seu pensamento pela interação com o meio, por essa razão as formas de resoluções de problemas de cada aluno serão sempre diferentes. Diante de todas as informações que são apresentados, cada aluno se apropriará, resiginificando-a, construindo seu conhecimento de forma individual e própria. Para Jean Piaget, essa construção do conhecimento passa por vários estágios, o sensório motor (0-2 anos), o pré-operacional (2 – 7,8 anos), o operacional concreto (8 – 11 anos) e o operacional formal (8 – 14 anos).  
No estágio pré-operacional, o aluno ainda não é capaz de valer-se das experiências vivida para solução de problemas ocorridos anteriormente; para certas crianças estes serão sempre uma nova situações.  O reconhecimento para relacionar as situações, será construída ao longo do tempo, quando seu pensamento lógico já está estruturado.
Em sala de aula os procedimentos dos alunos diante certas situações são previsíveis, sendo assim, o desafio do professor não é apenas apresentar a situação problema e a solução, mas conduzi-los a uma evolução do nível desses procedimentos, ou seja, capacita-lo a solucionar esses problemas. Para isso o professor pode ajustar tais problemas, pois

                             
“estamos convencidos da importância de oferecer aos alunos oportunidades de enfrentar os problemas com seus recursos, para buscar um caminho pessoal até a solução.”
O que não podemos confundir ou esquecer que esse processo deve ser mediado todo momento pelo professor, como correções, esclarecimento de duvidas e outros. Isso se faz necessário para desenvolvimento eficaz de cada aluno, garantindo que estes reconheçam e dominem as ferramentas necessárias para solucionar qualquer problema. Em nosso caso, qualquer campo numérico ou a dimensão que este está proposto.
Para entendermos melhor o que está sendo proposto, usaremos um exemplo de uma um exercício feito em sala de aula:

Uma professora sabendo da importância da introdução da ludicidade em sala, criou com seus alunos da educação infantil (maternal), uma feirinha. Ao decorrer da brincadeira viu que seus efetuavam o sistema de contagem de várias maneiras, ao brincarem com o dinheiro. Então pediu para eles representassem de forma escrita, a resolução de certos cáalculos.

1° Aluno
                     


2° Aluno
                                 

3° Aluno
                            

4° Aluno
                                     




5° Aluno
                                     

6° Aluno
                               
Ao observarmos tais produções “mostramos que a solução correta de um problema de subtração (do ponto de vista do professor) não supõem a priori o domínio da subtração”.
Com esse exemplo, de acordo com a teoria piagetiana, vemos que ao introduzir esta brincadeira, a professora possibilitou que fosse gerado o conflito em seus alunos, levando-os a fazer uma nova assimilação, articulando seu pré-conhecimento para solucionar o problema, chegando ao resultado desejado, pela utilização do cálculo. Também podemos observar esses alunos deixaram de valer-se da representação lúdica (desenhos ou objetos). Na Passagem da representação lúdica para o cálculo mental, algumas vezes há progresso, outras vezes retrocesso. Algumas crianças em certas situações enfrentam duvidas, pois este é o período que ela está assimilando o conceito para acomoda-lo.



                        Jean Piaget - tendência cognitiva


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