Módulo 1


BRINCADEIRAS E A NUMERAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Na prática docente, o professor deve se lembrar e levar em conta que as crianças tem contato com os números em diversas situações cotidianas e levantam idéias e hipóteses sobre sua organização. É muito importante que se entenda o início dessa aprendizagem como um momento muito importante para o aluno.
As brincadeiras e jogos podem ser planejados pelo professor para a “criação de significados, a comunicação de idéias e a socialização” além de serem situações propícias para suscitar questões e hipóteses pelos alunos (HERMEL, 1991), favorecendo a disposição de aprender matemática.
Ao estarem em situações que envolva os números, as crianças estão sendo estimuladas a assimilar pouco a pouco seu sentido, e esse processo de desenvolve com o tempo segundo Hermel (1991):
“Há duas funções, indissociáveis, do número que as crianças podem reconhecer e utilizar. Uma é o número como memória (memória de quantidade, ou memória da posição na seqüência numérica natural, o que permite à criança lembrar-se do lugar que o número ocupa na seqüência numérica natural, e que corresponde ao trato do número ordinal), outra é o número como possibilidade de antecipar resultados (pode ser tomado como o que é usado em situação não presente, ou ainda não realizada, e sobre a qual dispõe-se de algumas informações; requer o emprego de procedimentos numéricos que envolvem cálculos ou contagem).”
É muito importante que o educando entenda para quê se utiliza a matemática, e os seus diversos usos sociais.
O professor não pode reduzir a utilização da matemática a simples resoluções de problemas mecânicos e deve “reconhece que a construção dos conhecimentos numéricos acontece através de um processo longo e complexo (não linear) que se manifesta desde muito cedo” (Vergnaud1996).
As brincadeiras podem ser situações em que a criança possa aprender e criar, contribuindo e servindo de referencia para dar significado também para os conceitos matemáticos. Nesses momentos podem ocorrer situações onde seja necessário resoluções de problemas como: Quantos objetos de 2 reais pode-se comprar com 9 reais? Ao dividir igualmente 9 reais entre 2 pessoas, quantos reais recebe cada uma?
Sendo assim nesses momentos também a crianças pode ter noção de interação de domínios, desenvolvendo habilidades e competências diversas, tais como: saberes práticos da vida corrente como medições, situações em que se utilize dinheiro; com conceitos como, por exemplo: geometria, tempo, valores, adição, subtração, divisão; como procedimentos como decomposições aditivas, algoritmos e de representações numéricas ou gráficas.
Esses momentos de brincadeira podem proporcionar situações em que:
·       O aluno estabeleça relações entre o número e a quantidade que ele representa (realizando inclusive contagem com os dedos).
·       Situações em que a utilização dos números faça sentido para a criança.
·       Necessidade de organizar os  objetos, ajudando assim a criança a ordenar sua contagem.
·       Estabelecer relações de ordem e ordenações numéricas, resolução de problemas aditivos, essenciais para a compreensão do sistema decimal.
·       A possibilidade de utilização de jogos envolvendo quantidades de pontos e agrupamentos, interferindo positivamente para o aumento de justificativas usando o aspecto cardinal.
·       Situações onde ocorram comparações, interferindo na compreensão e estabelecimento de relações de ordem e de ordenações numéricas.
·       Trabalhos com o sistema monetário e de medidas (que envolvem agrupamentos de 10) em articulação com os de escritas numéricas e de adição propiciando entendimento do sistema decimal de numeração.
·       O aluno possa pesquisar, criando procedimentos variados de adição, representando quantidades com desenhos, com números, comunicar e a validar suas resoluções.

 Segundo Maranhão, para a significação e desenvolvimento das competências numéricas é interessante a exploração harmoniosa de brincadeiras, de jogos e de resolução de problemas apropriados à Educação Infantil.

Referência Bibliográfica : MARANHÃO,M.C. Visões sobre aulas de numeração na educação infantil.

Para finalizarmos este módulo, deixamos este artigo:
O ENSINO DA MATEMÁTICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL E AS CONCEPÇÕES NORTEADORAS DA PRÁTICA DOCENTE

Escrito por:  Ana Maria L. B. de Carvalho – UNESP – Bauru 
                      Nelson Antonio Pirola – UNESP – Bauru  



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